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Terra Blog

Arquivo de: Maio 2007

18.05.07

Saudosismo total!

Na aula de 20 de Abril, foi exibido um vídeo com as melhores propagandas feitas pela agência W Brasil, quanta criatividade e sendo de humor!

O ingualável "garoto Bombril", dando forma e identidade ao produto que teve o nome original algerado pela Marca. A exemplo dele tantos outros como: refrigerante que virou Guaraná; iorgute, Danone; lãmina de barbear, Prestobarba e por aí vai!

Marcas e sua influência em nossa decisão de compra foi o tema de outro mini seminário, bastante criativo, por sinal. Separados em duplas, tinhamos que preencher uma lista com os nomes dos logotipos correspondentes.

Atividade bem interessante que nos fez exercitar o olhar e até mesmo o inconsciente que sem dúvidas é determinante na hora de passar no caixa.

 

 

 

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  • Postado em 14:46:52

Sou mais eu!


Mini seminários. Por problemas pessoais faltei em algumas aulas e não pude acompanhar a apresentação de alguns colegas. Assisti ao grupo que falou sobre a revista Sou Mais Eu!, uma publicação recente, que ao que indica tem feito bastante sucesso com na grande massa.

O diferencial da revista é que a notícia é o povo, o artista é quem lê. Transformando em realizada o sonho de milhares de pessoas em tornar-se celebridade.

Sempre me intrigou este desejo de "aparecer" existente nas pessoas, e não tão diferente em mim, hoje a intriga cresceu ainda mais. Na outra turma que frequento, um aluno é funcionário de uma grande emissora de TV, a terceira colocada, constantemente ele é bombardeado com perguntas sobre o dia-a-dia na emissora, personagens, artistas e claro sobre o dono e apresentador do canal. O silêncio e os olhos esbugalhados sedentos de resposta me fez pensar...será que o fascínio, o desejo em ver e ser visto é somente do público? Estou concluindo que quem produz também quer e gosta de aparecer. É...a mídia e seu poder.

  • criado por  eloblack criado por eloblack
  • Postado em 12:08:17

Responsabilidade da mídia

 

Desde pequena ouvi dizer que a mídia é o quarto poder e somente depois de me formar em jornalismo pude entender o que isso significava.

Em aula tivemos a oportunidade de assistir uma parte do filme Mera Coincidência, a trama consiste na intenção de desviar a atenção do público de um escândalo envolvendo o presidente norte-americano, para isso, é contratado um cineasta que cria uma guerra fictícia.

O pior para mim não foi saber o que significava a mídia ser tão poderosa, e sim saber que artimanhas como as mostradas em Mera Coincidência, de coincidência não tem nada! É pura verdade, dá para acreditar?!

Dá para imaginar que um veículo com enorme responsabilidade social como a mídia pode servir a papéis como este? Formando pensamentos, posturas ou até mesmo destruindo vidas inocentes em favor de interesses escusos?

Sinceramente não foi para esta mídia que me formei ou quero trabalhar.

Charge de ALEX SANDER

  • criado por  eloblack criado por eloblack
  • Postado em 11:45:10

A TV nos infantiliza?

Novamente estou analisando Chauí, não poderia deixar de dar meu "pitaco" sobre a infantilização. Se os meios infantilizam eu não sei mas que desperta em nós esta ânsia do desejo isso é fato.

O grande vilão das emissoras de TV é um parceiro inseparável, pelo menos para mim, o controle remoto, como já falei no texto anterior. Chauí afirma que ao zappiar o telespectador busca a satisfação do seu desejo e eu concordo.

Minha crítica é quando ela diz que a TV não exige de nós "atenção, pensamento, reflexão ou crítica". Talvez alguns programas sim mas não acredito que a generalização seja correta.

Como diz um conhecido, "há casos e casos". Para mim quando alguém senta-se diante da grande amiga e companheira - TV - busque uma programação que o agrade, o que geralmente estará ligado ao seu estado emocional, psiquico no momento. Por exemplo se estou afim de relaxar não vou sintonizar em um programa que requer atenção maior.

Para mim muito programas exibidos requer sim atenção, pensamento, reflexão ou crítica, eles nos trazem informação e até geram em nós posicionamento. Aliás posicionamento é um tema interessante para conversarmos mas em outra oportunidade.

Agora k entre nós se o programa é chato, desagrada ou qualquer coisa assim, basta lançar mão ao companheiro fiel (controle remoto) e mudar de canal, he he he.
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  • Postado em 11:39:41

A TV no cotidiano das pessoas


Seria a TV vilã ou mocinha? Quando reflito sobre o fascínio exercido pela televisão na vida das pessoas remeto-me aos tempos de infância quando em férias íamos visitar meus avós em Minas Gerais.

Naquela época quem tinha televisão em casa eram os poucos ricos da cidade, as famílias dos fazendeiros, que não era o nosso caso. Éramos netos do empregado da fazenda. A diversão? Ir até à praça da cidade, única até então, e ponto de encontro daqueles que como nós não tínhamos em casa aquela caixa falante, que exibia imagens em preto e branco mas que não deixava de exercer enorme fascínio e encantamento.

Nem sempre dava para ouvir ou ver alguma coisa, muita gente se aglomerava e eu pequena entre eles buscava um lugar de onde ao menos tivesse a chance de ver, mesmo que de longe, a luz que irradiava da “caixa”.

Depois de um tempo meus pais, compraram uma TV, preto e branco é claro, eu ficava olhando e imaginando como seria se tivesse cor. Na inocência de criança imaginava que se colocasse na tela um papel celofane colorido as imagens, como em um passe de mágica, também se tornariam coloridas. Bobagem de criança!

Hoje analisando a televisão, ainda me intriga a magia que ela exerce sobre as pessoas. Como todo “feitiço” isso pode ser bom ou ruim. Há quem não viva sem a TV, sem assistir sua programação e há quem abomine integralmente sua invenção.

Eu fico no meio. Não acredito que a TV seja vilã, nem mocinha. Acredito que a televisão é parte do avanço tecnológico que inevitavelmente traz consigo seus prós e contras.

Como cita, Arlindo Machado, no livro A televisão levada a sério, “a TV é e será aquilo que nós fizermos dela”. Talvez um problema que temos seja a falta de qualidade dos programas exibidos, aqui considero apenas os canais abertos, os quais tenho acesso, e sem dúvida a grande parte da população.

O maior interesse de seus produtores é o resultado em cifras que obterão, a TV é uma industria rentável para quem a produz e mais ainda para quem nela anuncia.

Temos uma infinidade de programas para todos os gostos, idades e necessidades. O espectador procura na TV, aquela vizinha confidente que o individualismo do dia-a-dia não permite ter. É uma relação de confiança, esperança e porque não dizer companheirismo.

O exemplo do suposto assassino citado por Beatriz Sarlo, em O sonho acordado¸ que se entrega na frente das câmeras é a mais consistente prova da relação sólida estabelecida entre o espectador e a TV.

Sou a favor de assistir de tudo para que se tenha verdadeira condição para avaliar seu conteúdo. A TV pode e é grande aliada na educação e formação das pessoas desde que saibamos escolher.

Para isso temos nas mãos o que acredito ser o primeiro concorrente das emissoras, o controle remoto. Sua criação trouxe comodidade para quem vê TV e preocupação para quem a produz. Mais uma vez, como todo invento tem seus prós e contras. Com ele os produtores se vêm obrigados a criar com maior velocidade com a finalidade de prender o espectador e não lhe permite refletir sobre aquilo que está visto. É um jogo tão veloz que ao final não lembramos de um terço do que vimos.

Giovanni Sartori em Homo videns. Televisão e pós-pensamento, expõe uma preocupação com a qual comungo, antes de saber ler e escrever o indivíduo já está na frente da televisão. O aparelho substitui a babá, a mãe, a conversa, a instrução e mais uma vez o indivíduo tem uma visão de mundo conforme é apresentada na tela.

A reflexão me fez lembrar uma prima que para “distrair” a filha recém-nascida deixava a criança por horas na frente da TV enquanto se ocupava dos serviços domésticos. Ou minha sobrinha que mal completou três anos de idade, opera o aparelho de DVD com a destreza de um adulto, como diz Sartori, “a TV está mudando a natureza do ser humano”.


Tenho um amigo que apesar de ser jornalista e ter trabalho durante muito tempo com TV, a abomina, talvez por conhecê-la na essência. Sua estratégia é não assisti-la. Por isso está constantemente fora dos “assuntos do momento” e fica sabendo dos últimos acontecimentos pelos jornais ou nas reuniões de segunda quando o comentário principal é sobre a edição do Fantástico da noite anterior.

Para mim ignorar a TV não seja a melhor forma de se defender, já diz o ditado “a diferença entre o remédio e o veneno está na dose”. A TV é uma grande ferramenta de formação e instrução, cabe-nos o papel de saber zappear, buscar o que mais nos agrada e a partir disso tentar fazer uma análise crítica do que nos é apresentado.

  • criado por  eloblack criado por eloblack
  • Postado em 11:38:33